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Portugal consegue produzir com a mesma qualidade dos alemães

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal durante a conferência.

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Portugal consegue produzir com a mesma qualidade dos alemães

As empresas portuguesas no período compreendido entre 2010 e 2019 aumentaram as exportações de bens em percentagem do PIB de 33,1% para 44,5%, o que representou um aumento de mais 38,8 mil milhões de euros face ao valor de 2010.

Na apresentação do novo Plano Estratégico da AICEP, Luís Castro Henriques, presidente da AICEP, referiu que Portugal bateu recordes na captação de investimento estrangeiro em 2018 e 2019. Essa tendência foi interrompida em 2020 devido ao contexto pandémico que o vírus Covid-19 causou em todo o mundo. Nos primeiros seis meses de 2021, a AICEP já ultrapassou o valor da captação de investimento estrangeiro alcançado na totalidade do ano passado e as estimativas apresentadas por Luís Castro Henriques para 2021, se tudo correr bem e não houver percalços como um novo confinamento, são de que o ano fechará em linha com a tendência existente no período pré-pandemia, isto é, superar os mil milhões de euros de investimento estrangeiro.

“Estes investimentos contam com uma base exportadora, objetivos e níveis de exigência em termos de inovação, e têm um impacto direto na criação de postos de trabalho. Mais investimento é sinónimo de mais emprego criado”, referiu Luís Castro Henriques.

Uma análise ao peso das exportações de bens em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), realizada no período compreendido entre 2020 e 2019, deixa em evidência a evolução alcançada e o trabalho que as empresas portuguesas desenvolveram para crescer e diversificar os seus produtos e mercados de destino. Em 2010, o peso das exportações no PIB foi de 33,1% e representou um valor de 54 mil milhões de euros. Em 2019, esse peso foi de 43,5% e correspondeu a 92,8 mil milhões de euros. Um aumento significativo que foi de extrema importância para o crescimento do País. Por este motivo, Luís Castro Henriques referiu que “as exportações são o caminho óbvio e inexorável”.

Outro aspeto que o presidente da AICEP realçou foi a diversificação de mercados e geografias das exportações nacionais. Em 2010, os quatro principais mercados eram o Reino Unido, França, Espanha e Alemanha, representando 61% do total das exportações de bens. Em 2019, estes países continuavam a ser os principais destinos de bens produzidos em Portugal, mas o seu peso caiu 5%. EUA, Itália, Holanda, Bélgica, Angola e Polónia ocuparam em 2019 o resto do top 10 das exportações, por esta ordem.

A prova de que as empresas portuguesas conseguem ser competitivas, conquistar quota e adaptar os seus produtos a novos mercados foi o crescimento das exportações de bens para novas geografias. Em 2010, 12% das exportações eram para o resto do mundo e em 2019 esse valor subiu para os 22%. Este crescimento explica uma parte importante do aumento das exportações na última década.

Aumentar a ação externa

A AICEP está comprometida em reforçar a sua representação em determinados mercados. A Europa tem de ser vista como o mercado interno das empresas portuguesas. A União Europeia é o maior mercado do mundo e não pode ser descurado.

“Estamos a ganhar quota de mercado nos países mais competitivos da União Europeia. Temos capturado mais negócio na Alemanha porque conseguimos produzir em Portugal com a qualidade alemã. Se conseguimos este feito em mercados de grande exigência, também o podemos fazer nos restantes países comunitários. Faz todo o sentido ganhar quota dentro do mercado da União Europeia”, refere Luís Castro Henriques.

Nesse sentido, a AICEP quer ajudar a aumentar a quota das exportações nos países nórdicos e no mercado a leste, pelo que vai abrir novas delegações na Noruega e na Finlândia. Outra das apostas desta agência são os países com acordos de comércio livre com a União Europeia, onde as empresas portuguesas podem ser mais competitivas com o fim das barreiras alfandegárias. São os casos do Japão, Coreia do Sul, México e Canadá. Uma aposta que vai continuar, por ser estratégica a longo prazo, são os mercados de língua portuguesa onde as empresas e a AICEP possuem uma presença atenta e ativa. “É importante manter a relação de proximidade com estes mercados”, diz Luís Castro Henriques. Com os EUA como quinto mercado das exportações de bens nacionais e com um elevado potencial de crescimento, a AICEP vai abrir uma nova delegação em Chicago, que se junta às existentes em Nova Iorque e São Francisco, para explorar novas oportunidades para as empresas nacionais.