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O agrião que veio do frio

Carlos Vicente, diretor-geral

Notícias

O agrião que veio do frio

Vitacress provém de “watercress”, palavra inglesa para agrião. Mas se foi em Inglaterra que a empresa nasceu, foi em Almancil que desenvolveu todo o seu potencial na produção de vegetais frescos.

Com uma filosofia de melhoria contínua, a Vitacress encara “a sustentabilidade como fator competitivo de diferenciação, pelo que mais do que cumprir com a legislação que vai sendo introduzida, o nosso objetivo é liderar a transição”, revela Carlos Vicente, diretor-geral da empresa.

A Vitacress é uma empresa que cultiva e comercializa produtos vegetais frescos, biológicos e convencionais. A especialidade são as folhas baby, servidas em saladas mistas (por exemplo, Salada Ibérica e Aromática) e monoprodutos (como agrião de água, espinafre, acelga).

Comercializa ainda folhas para sopas, vegetais para saltear, ervas aromáticas, snacks saudáveis à base de vegetais, saladas-refeição (que incluem tempero e garfo), batatas e complementos para saladas como vinagretes ou croutons. Os produtos, na sua maioria, são lavados e prontos a consumir, sendo este um dos seus fatores diferenciadores.

As suas origens

Iniciou em 1951, em Inglaterra, a atividade de produção de agrião, um vegetal muito nutritivo e que sempre fez parte dos hábitos alimentares daquele país. “No início dos anos 80, devido à dificuldade de cultivo nos meses de inverno em Inglaterra, enquanto em Almancil, no Algarve, as condições climáticas são ideais para a produção neste período”, conta Carlos Vicente. Dá, então, início à exportação e, em 1984, cria a primeira unidade de lavagem e embalamento em Odemira, amplia o tipo de produtos a fornecer e começa a vender também para o mercado nacional.

Em 2008, já com presença em Inglaterra, Portugal, Espanha e Holanda, é adquirida pelo grupo português RAR. Atualmente, a Vitacress possui 280 hectares de quintas de produção, 90% das quais ao ar livre e 10% em modo de produção biológica.

Produção sustentável

Dedicada ao cultivo sustentável, a maioria dos campos situa-se no Sudoeste Alentejano, permitindo que as folhas baby cresçam ao ar livre. “Os métodos que utilizamos para dar a garantia de qualidade final do produto começam no campo, com a utilização de diferentes métodos naturais de controlo de pragas e com processos cuidadosos de colheita e seleção de folhas”, destaca o diretor-geral. Salienta a aplicação de 10% dos campos para a plantação de faixas de flores que servem de alimento aos insetos da zona, promovendo não só o equilíbrio ambiental como defendendo de forma natural as colheitas, e o uso de vapor de água para eliminar as espécies infestantes que crescem nos campos, promovendo a produtividade de forma natural.

As embalagens são todas recicláveis através do ecoponto amarelo, e incorporam até 80% de plástico reciclado (contam elevar este indicador até aos 100%). Procuram que as matérias-primas incorporadas sejam igualmente oriundas de fontes sustentáveis, como é o caso do atum, certificado pelo Marine Stewardship Council. “Nos últimos anos temos vindo a centrar a nossa atenção no uso cada vez mais eficiente da energia, nomeadamente através de uma monitorização apertada e da definição de metas de redução.

Atualmente temos em curso a avaliação de produção própria de energia solar”, acrescenta Carlos Vicente. Na unidade de lavagem e embalamento existem vários pontos de controlo de qualidade que cobrem todo o processo, desde a receção das folhas até ao seu embalamento, recebendo a certificação HACCP, ISSO 14001, BRC (British Retail Consortium) e Fair to Nature.

Agir hoje a pensar no futuro

Um dos principais desafios que se colocam presentemente tem a ver com a escalada de custos de produção, da energia e do material de embalagem. Apesar disso, pretendem manter as suas boas práticas agrícolas reconhecidas internacionalmente e a aposta na investigação e desenvolvimento em parceria com várias universidades portuguesas e estrangeiras.

Para 2022, a Vitacress tem um pipeline de inovação bastante promissor, com produtos que vão cobrir diferentes momentos de consumo, novos tipos de vegetais e novos sabores que estão em linha com as tendências globais de inovação alimentar.

Factos e números

Ano da fundação: 1951 em Inglaterra, onde teve origem | 1980 em Portugal
Localização da sede: Odemira
Fábricas/áreas de produção/local: Quatro quintas de produção localizadas em Odemira e Almancil. A unidade de lavagem e embalamento encontra-se em Odemira, local que também serve de sede da empresa
Principais clientes: Retalho (Sonae, Pingo Doce, Auchan, etc.), grossistas (por ex. Makro, Recheio) e operadores de Food Service em Portugal
Quantidade de produção/ano: Em Portugal, 31 milhões de unidades vendidas (dados 2020)
Volume de negócios em 2020: Em Portugal, 35 milhões de euros em vendas
Peso das exportações em % da faturação: 18%
Presença direta em quantos países: Portugal, Espanha, Reino Unido
Principais mercados/países de exportação: Reino Unido, Espanha
N.º de empregados: Em Portugal, 440 colaboradores. No mundo, 1.500 colaboradores