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Cortiça: do vinho ao espaço
Notícias

Cortiça: do vinho ao espaço

A Corticeira Amorim é o maior grupo de transformação de cortiça do mundo. Com 151 anos aposta na investigação, inovação e tecnologia para continuar a acompanhar o seu tempo e ir mais além.

Missão: acrescentar valor à cortiça de forma competitiva, diferenciada e inovadora, em perfeita harmonia com a natureza. Fundada em 1870 e cotada em bolsa desde 1988, a Corticeira Amorim registou, em 2020, 740,1 milhões de euros em vendas consolidadas. Detém dezenas de unidades de negócio espalhadas pelos cinco continentes, exporta para mais de 100 países e conta com uma rede diversificada de 27 mil clientes.

A sustentabilidade é uma das suas maiores bandeiras e orgulha-se do seu contributo positivo para a regulação do clima, numa plena adesão aos princípios da economia circular: 100% de aproveitamento da cortiça; programas de reciclagem nos cinco continentes; 63% de energia utilizada de origem renovável (biomassa); e uma taxa de valorização de resíduos de 90% são alguns dos números que refletem este posicionamento.

Do vinho à indústria aeroespacial

Embora seja sobretudo associada ao setor do vinho, hoje, a Corticeira Amorim disponibiliza um conjunto de produtos, soluções e aplicações muito mais amplo. Através das suas unidades de revestimentos, aglomerados compósitos e isolamentos, tem a capacidade de responder às necessidades de algumas das atividades mais tecnológicas, disruptivas e exigentes do mundo, nomeadamente, a indústria aeroespacial, automóvel, arquitetura, desporto, energia, design e arquitetura. Esta aposta forte na I&D+I, que faz da cortiça o material do futuro, é assumidamente uma prioridade estratégica da empresa, refletida num investimento de mais de nove milhões de euros em 2020.

A introdução de polímeros reciclados nos processos de produção, como a borracha de sapatilhas velhas que, granulada e combinada com cortiça, pode dar origem a pavimentos inovadores, tem sido um dos muitos caminhos no desenvolvimento destes novos produtos.

Na verdade, a Corticeira Amorim disponibiliza um conjunto de soluções que resultam muitas vezes da combinação com desperdícios de indústrias como a automóvel, a do calçado ou a da colchoaria. A empresa poupa, assim, recursos naturais do planeta, reduz os custos associados à sua eliminação e oferece ao mercado uma vasta gama de produtos com pegada de carbono negativa.

“Em julho anunciámos, em parceria com a EDP e a Isigenere, a criação do primeiro flutuador fotovoltaico com cortiça para o parque solar no Alqueva. Trata-se de uma inovadora solução que combina a cortiça – uma matéria-prima 100% natural reciclável e biocompatível – com polímeros reciclados”, refere o presidente e CEO, António Rios de Amorim.

Floresta 4.0

O interesse crescente por esta matéria-prima faz com que o maior desafio da indústria da cortiça seja a sua disponibilidade no mercado. “Este cenário é obviamente muito positivo para o negócio, representando um desafio apenas no médio e longo prazo. Ainda assim, encaramos o presente como a altura certa para encontrar formas para o contornar e, por isso mesmo, temos já hoje iniciativas como o Projeto de Intervenção Florestal (PIF)”, destaca o CEO. Este projeto atua em quatro grandes vetores: a sequenciação do genoma do sobreiro; o melhoramento do sobreiro; o desenvolvimento de sistemas de irrigação otimizados; e o combate a pragas e doenças. Sendo que o seu propósito último é, assumidamente, o incremento de 7% de área de floresta de sobro em Portugal nos próximos dez anos.

Têm igualmente procurado introduzir inovações tecnológicas que permitam otimizar e automatizar ao máximo todas as operações de manuseamento, que ocorrem entre a tiradia (extração da cortiça) e a produção da rolha, como a adoção de mecanismos de transporte mais modernos, a automatização das linhas de escolha da matéria-prima, a criação de um sofisticado mapeamento das pranchas que recorre à robotização, e muito mais, como a leitura laser e a visão ótica, passando pela inteligência artificial e o machine learning. “Uma nova era para o montado, que é hoje uma floresta 4.0”, acrescenta António Rios de Amorim.

Considera que são a prova de que é possível ser competitivo no mercado global cumprindo as metas de sustentabilidade que estão a ser propostas na União Europeia. Embora sejam uma das indústrias mais sustentáveis do mundo, acredita que é sempre possível melhorar e continuam focados em ter um modelo de negócio sustentável que contribui positivamente para a sustentabilidade do planeta e para a luta contra as alterações climáticas. “Para que exista um futuro e que esse futuro seja mais verde”, conclui.

Factos e números

Ano da fundação: 1870
Localização da sede: Mozelos, Santa Maria da Feira – Aveiro
Fábricas/áreas de produção: 18 unidades industriais, presentes nos 5 continentes; 10 unidades de matérias-primas; 51 empresas de distribuição; 12 joint ventures
Principais clientes: T DIAGEO; Pernod Ricard; Laurent-Perrier; Château Cheval Blanc; Concha Y Toro; NASA; ESA; Airbus; Boeing; Alstom; SpaceX; Bombardier; LVMH; Siemens; Hyundai; Ford; Toshiba; Bosch; GM; Microsoft; Reebok; Leroy Merlin; Vitra; NH Hotels; Knoll; Schneider; Laroche; Abercrombie & Fitch; Weber, etc.
Quantidade de produção/ano: Amorim Cork (unidade de rolhas) – 5.500.000.000 rolhas produzidas anualmente; Amorim Cork Flooring (unidade de pavimentos) – 10.000.000 m2/ano de capacidade instalada; Amorim Cork Composites (unidade de compósitos) – 200.000 blocos e 40.000 cilindros/ano; Amorim Cork Insulation (unidade de isolamentos) – 60.000 m3 de cortiça de isolamento/ano.
Volume de negócios em 2020: 740,1 milhões de euros em vendas consolidadas
Peso das exportações em % da faturação: + 90% para fora de Portugal
Presença direta em quantos países: 30 países
Principais mercados/países de exportação: França, EUA, Itália, Alemanha, Espanha
Previsão do volume de negócios para 2021: Acima dos 800 M€
N.º de empregados: Mais de 4.400